quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Aquidauana: Estação Ferroviária da NOB

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VXY Mogiana em MG
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Indice do MS
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Irmãos Maringoni
Aquidauana
Guia Lopes
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IBGE-1959


E. F. Itapura-Corumbá (1912-1917)
E. F. Noroeste do Brasil (1917-1975)
RFFSA (1975-1996)
AQUIDAUANA
Município de Aquidauana. MS
Linha-tronco - km 1022,779 (1959)
MS-1613


Inauguração: 21.12.1912
Uso atual: Secretaria da Cultura
com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1960

HISTORICO DA LINHA: A E. F. Itapura a Corumbá foi aberta a partir de 1912, entrte Jupiá e Agua Clara e entre Pedro Celestino e Porto Esperança, deixando um trecho de mais de 200 km entre as duas linhas esperando para ser terminado, o que ocorreu somente em outubro de 1914. A partir daí, a linha estava completa até o rio Paraguai, ao sul de Corumbá, em Porto Esperança; somente em 1952 a cidade de Corumbá seria alcançada pelos trilhos. Logo depois da entrega da linha, em 1917, a ferrovia foi fundida com a Noroeste do Brasil, que fazia o trecho inicial no Estado de São Paulo, entre Bauru e Itapura. E em 1975, incorporada como uma divisão da RFFSA, foi finalmente privatizada sendo entregue em concessão para a Novoeste, em 1996.

A ESTAÇÃO: A estação de Aquidauana foi inaugurada em 1912. Originalmente a linha deveria ter chegado a Aquidauana correndo pela margem esquerda (sul) do rio do mesmo nome; o estudo do engenheiro Guilherme Giesbrecht entregue em 3/11/1909, feito em 43 dias locando 76 km dee leito, mostrou que esse seria o pior caminho. A linha, então, chega de Cachoeirão a Aquidauana passando sempre pela margem direita do rio, cruzando-o duas

Acima, em peimeiro plano, o depósito provisório de locomotivas em Aquidauana, em 1914. Ao fundo, à direita, a estação (Acervo Ralph M. Giesbrecht).
vezes, a primeira vez entre as estações de Palmeiras e Cachoeirão e a segunda, logo após a estação de Aquidauana. A perspectiva de reativação do Trem do Pantanal entre Campo Grande e Corumbá, a partir de 2005, pelo Governo do MS e da Brasil Ferrovias / Novoeste, fez com que o jornal O Estado de S. Paulo de 10/10/2004 publicasse uma reportagem sobre a futura volta do trem. Ali fala sobre a situação atual da estação de Aquidauana: "Aqui os trilhos seguem por uma alameda arborizada, até a estação, em bom estado e fechada. Dois meses atrás, ela abrigava a loja de móveis de Wander Erani. A loja foi para um depósito de carga vizinho. "A ferrovia pediu a estação", diz Wander." Carros de passageiros da antiga RFFSA enferrujam nos pátios da estação (2004). Até hoje (novembro de 2006) o Trem do Pantanal continua apenas uma promessa. Em outubro de 2006, os desvios do pátio foram retirados (o que o texto chama de "segunda linha"): "Os trilhos da segunda linha férrea existente na estação ferroviária de Aquidauana, a 135 quilômetros de Campo Grande, estão sendo retirados por operários da empreiteira que presta serviço para a Nova Brasil Ferrovias. A estrada de ferro foi responsável pelo surgimento e pelo progresso do município. A atitude da concessionária revoltou o Sindicato dos Ferroviários local. O sindicalista Manoel Vieira Neto afirma que o desmanche da linha é grave porque todo o material é patrimônio público que deveria ser conservado e não sucateado, criticou. Conforme o sindicato, a situação se torna mais grave porque os trilhos serão fixados em trechos em que a linha deteriorou-se por falta de substituição do material. Estão desmanchando aqui para colocar esses trilhos lá no Carandazal (Pantanal) que tem um dos trechos mais críticos, com grande número de acidentes por falta de conservação, assegurou Manoel, diretor regional do sindicato. Mais de 500 metros de trilhos já estão soltos da estrutura de madeira. Talas de junção e pregos (usados na fixação dos trilhos nos dormentes) estão amontoados, prontos para serem transportados. Três gôndolas, que seriam paro o transporte do material, já estão no pátio da estação. Para o sindicato, a retirada da linha vai inviabilizar a remoção de dezenas de vagões e carros de passageiros que estão abandonados, há 10 anos, na área retomada pela prefeitura. No local, o município iniciou a limpeza para a construção de um centro de convenções e um centro para comercializar produtos importados. Resta saber como irão retirar os vagões uma vez que a linha foi desmanchada, questiona Manoel. Atualmente, a estrada de ferro é administrada pela ALL (América Latina Logística). A manutenção dos trilhos é feita por empreiteiras. Restaram apenas 30 dos 430 funcionários que a Novoeste mantinha em Aquidauana, para trabalhar na via permanente da RFFSA, privatizada em 1996" (Correio do Estado, 10/2006). O Trem do Panatanal, no entanto, jamais saiu (maio de 2007).




A estação de Aquidauana, em 1933. Foto José H. Bellorio

A inauguração da estação nova de Aquidauana, em 1960. Foto cedida por José H. Bellorio

A estação de Aquidauana, em 1960. Foto José H. Bellorio

A placa da estação, em julho de 1979. Acervo Alberto del Bianco

Carros enferrujando em Aquidauana, maio de 2004. Foto Gelson Garcia

A estação de Aquidauana ao fundo, maio de 2004. Foto Gelson Garcia



Atualização: 22.07.2007


http://sp4br70.digiweb.psi.br/ms_nob/aquidauana.htm

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Quem sou eu

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.